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| [Romance, 2008] |
Ainda pautando o tema diálogos, me lembrei dessa preciosidade do cinema nacional: Romance (2008), de Guel Arraes. Além de sensível, delicado e com uma trilha sonora impecável, é um filme que marca minha memória afetiva de um época em que os tempos eram outros e as pessoas, mais felizes. Pelo menos é assim que minha lembrança me faz crer rs.
É um de meus longas favoritos do gênero, daqueles que eu vejo e revejo de tempos em tempos pra aquecer a alma e o coração. Pra depois ficar repetindo essa ou àquela passagem, trecho, frase, poema ou música verbal ou mentalmente. O que para alguns pode se restringir a um filme romântico, como o próprio título explicitamente - mas não involuntariamente - sugere, pra mim abarca também outras nuances. Nele eu vejo a graça dos personagens, a beleza na fotografia, a comédia sagaz e tão própria da dramaturgia nacional, o drama do enredo, a dedicação ao regional, enfim. Acho que já pontuei aqui, se não me falha a memória, que um filme nunca é uma coisa só, dificilmente se define em um único gênero porque, ao fazê-lo, estamos também fadados à limitação da obra, à redução do tema. Pelo menos é como vejo.
Se serve de estímulo, portanto, pra que essa delicadeza da sétima arte seja vista e reverberada, deixo aqui, além das belas imagens, alguns excertos de cenas que me marcaram, com os diálogos precisos da metalinguagem que se encontra: um filme que fala sobre amor e atuação; teatro e paixão; história clássica com regionalismo. Vale os segundos. Um viva ao cinema nacional!
(...)
- E desde que lhe conheci que um espinheiro de flor perfumada deitou as raízes em meu coração. Quando me afasto fico que nem cego lhe procurando, quando me aproximo a vista cega de tanta luz!
- Tenha cuidado! Que amar já é sofrer.
- Não tem mais jeito, não. O meu amor é feito um carro desembestado descendo ladeira abaixo.
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| [Romance, 2008] |
Eu sei que mentindo desse jeito eu fiz uma besteira, mas quem por amor já não fez? O meu amor por você também lhe torna responsável pelas besteiras que eu fiz.
Adapt. de Shakespeare
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| [Romance, 2008] |
Quanto mais longe de ti, mais te desejo.
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| [Romance, 2008] |
O amor é forte como a morte.
E a paixão há de ser como a noite: eterna.
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| [Romance, 2008] |
"Mas o que importa o som da minha voz?
É o som do meu coração que deveis ouvir."
Adapt. Cyrano e Roxane
O amor é triste.
"Enquanto me escondia à sombra de uma história,
um outro recebia o beijo da glória."
Adapt. Cyrano e Roxane
"Há tantos anos... E eu vi nesse instante. Ao invés do amigo, tu eras o amante.
Você me amava, agora eu sei.
Não, não, meu amor. Eu nunca lhe amei."
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| [Romance, 2008] |
O amor é que nem um feitiço: um destino e uma obstinação.
Quem não morre de seu amor, dele não merece viver.
Adapt. Tristão e Isolda
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| [Romance, 2008] |
"Como acontece a alguém que fita o sol dourado, e vê depois em tudo um círculo encarnado, tal eu, quando não estás meu sol é posto, vejo, em tudo que vejo, o brilho do teu rosto."
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| [Romance, 2008] |
Os amores desgraçados ao menos costumam render boas histórias.







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