a vida é urgente
a vida é agora
é estranha como
estar e, de repente,
não mais
é estranha como
estar e, de repente,
não mais
um segundo
o tempo que define
o que está vivo
e o que só
é lembrança
notas aveludadas do
violão já não
serão ouvidas,
nem a voz, nem o artista
os girassóis da cor
do seu cabelo perderam
o brilho vital
e a petulância de vida
amigos vão-se
e deixam um pouco
(muito) deles
em nós
a música, a poesia
a marca irreparável
ainda que pareça,
a arte de perder
não chega a ser um
mistério e,
no entanto,
como dói.
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