[não me venha falar em razão | colagem | 2016]
atiro-me de novo ao risco. ao abismo de viver tudo de todas as formas. a vida é, meramente, um risco do qual jamais escapamos. sinto que devo. mas, mais que isso: penso que quero. sonho, desejo, clamo por aquele par doce de sobrancelhas marcadas, perdendo em beleza somente para o par de olhos profundos e oblíquos, que, sem pedir licença, me arrasta ao caos, à confusão do amor, às turbulências da paixão (in)consequente sem medo de culpa. o que serei depois? não sei. espero como quem aguarda um coração em fila de transplante: aflita, esperançosa e desesperadamente.
dia desses. 2023.

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