Incerta de meu desejo
Busco encontrar-me inteira
Aos olhos que me vejo
Não sinto completude nem vazio
A angústia da vida
O estado do amor
A paixão esquecida no tempo
Quando terão respostas
Essas questões?
Quando me orgulharei de mim, eu?
Deixo o tempo passar
(Ele o faz contra minha vontade)
Saberei o tempo certo?
O minuto exato? O segundo perfeito?
O instante fatídico?
Hoje amanheci em cólera...
Nada do que escrevo aqui parece
Fazer o mínimo sentido
(Ainda assim, escrevo)
Teimo escrever.
Talvez porque transborde
Não me contive
Precisa ter nexo? Sentido? Lógica?
Mas tão ilógica é a vida!
E a tendência do pensamento...
Acordei agora e não ingeri
Ainda nenhum de meus
Vícios
Estou, por assim dizer, ou,
Como gostam os conservadores,
Sóbria
Mas sóbria de quê?
De irrealidades? De demônios humanos?
De monstros de carne e osso?
O que me mantém a caneta
Às mãos?
Não contive
A tinta da caneta me parece
Fascinante
Como me parecem as ideias de
Um mundo melhor
Busco encontrar-me inteira
Aos olhos que me vejo
Não sinto completude nem vazio
A angústia da vida
O estado do amor
A paixão esquecida no tempo
Quando terão respostas
Essas questões?
Quando me orgulharei de mim, eu?
Deixo o tempo passar
(Ele o faz contra minha vontade)
Saberei o tempo certo?
O minuto exato? O segundo perfeito?
O instante fatídico?
Hoje amanheci em cólera...
Nada do que escrevo aqui parece
Fazer o mínimo sentido
(Ainda assim, escrevo)
Teimo escrever.
Talvez porque transborde
Não me contive
Precisa ter nexo? Sentido? Lógica?
Mas tão ilógica é a vida!
E a tendência do pensamento...
Acordei agora e não ingeri
Ainda nenhum de meus
Vícios
Estou, por assim dizer, ou,
Como gostam os conservadores,
Sóbria
Mas sóbria de quê?
De irrealidades? De demônios humanos?
De monstros de carne e osso?
O que me mantém a caneta
Às mãos?
Não contive
A tinta da caneta me parece
Fascinante
Como me parecem as ideias de
Um mundo melhor
![]() |
| [colagem | 2016] |
A arte me salva e
Mesmo assim
Não sei o que fazer
Com ela
Saberei o que fazer de minha vida?
Comecei estes versos sobre os quais
Pensava: “será um poema”
Agora já não penso mais:
Escrevo.
Não sei por quais vias
(E linhas)
Se deu meu pensamento
E por quais outras
Me perdi da ideia original
Oficial
“Tudo se desoriginaliza”
(Talvez isso seja um neologismo)
Às vezes, parece que a gente
Escreve sem parar
E isso é porque mora um mundo
Dentro da gente
Ou talvez porque esta caneta
E esta página
Sejam convidativas à
Verbalização do pensamento
Tentei escrever um poema
Que intitulei PANDEMIA
Não saiu nada. Quase nada.
Ideias vagas sem conexão.
Tem dias que a gente tá
Mais pra contemplar.
Faz frio. 14° neste momento.
Catorze graus é frio num
País tropical.
O que a dureza do brasil
Pode fazer com meu
Coração?
Talvez só um
Tempo muito distante
Me dará essa resposta.
Mas sinto o amor
No que escrevo.
Ou a possibilidade dele.
Talvez eu continue. Talvez seja este o
Último verso.
[qualquer dia de 2020 | em meio à pandemia]

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